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Quando olhamos para a Palavra de Deus "a Bíblia" conseguimos visualizar e entender que Deus, desde o início do seu relacionamento com os homens, procede de forma misericordiosa. Contudo, podemos perceber que mesmo sendo misericordioso, Deus tem outro atributo notável que é manifesto com muita freqüência, a justiça. Estes atributos são imprescindíveis no relacionamento Divino - humano. Vale lembrar que Deus consegue ser, ao mesmo tempo, justo e misericordioso.
Jesus motiva seus discípulos a sempre orarem e nunca desanimarem através de uma parábola - da viúva persistente. Neste relato há somente três personagens: uma viúva, um juiz e um adversário.
Além do estado civil, viúva, esta mulher provavelmente era sozinha e como diz o texto era vítima de uma injustiça. Para agravar a situação toda viúva no Direito Romano, da época, era impedida de administrar finanças ou bens. Assim, quando a viúva não tinha filhos era o Estado quem automaticamente herdava o espólio do marido falecido. A viúva com nada ficava. Dependendo dos outros até para se alimentar.
A perseverante viúva tinha um adversário que ao certo lhe causou algum dano ou uma injustiça. Com toda certeza ela tentou resolver sozinha a questão, mas não teve êxito. Por isso, procurou alguém que estivesse acima dela e que faria justiça, um juiz. O problema é que a Justiça é lenta e o juiz, em tela, era injusto. Jesus afirma que ela se dirigia continuamente ao juiz dizendo: "Faze-me justiça contra meu adversário"[1]. Ora, não há uma medida de tempo em meses ou anos. Há uma descrição do modo como a viúva buscava sua justiça continuamente. Jesus, também, enfatiza que por algum tempo o juiz se recusava a sentenciar favoravelmente aquela mulher.
Podemos aprender várias lições com esta parábola. Mas quero enfatizar que a viúva não dizia: "faça alguma coisa por mim, tem misericórdia de mim senhor juiz!" Mas dizia: "Faze-me justiça contra meu adversário"[2]. Aqui está a diferença entre bênçãos emergenciais e bênçãos meritórias. A primeira é dada por Deus sem que haja o mínimo merecimento por parte do recebedor. A segunda é mérito. Não se fala em misericórdia e sim em Justiça Divina. Ela com toda certeza tinha direitos garantidos pela Lei e adquiridos pelo fato concreto. Mas faltava-lhe o efetivo cumprimento dos seus direitos que cabia ao juiz, através do poder que era revestido, executá-los.
Outra viúva falou para o Profeta Elizeu: "Teu servo, meu marido, morreu, e tu sabes que ele temia a Deus. Mas agora veio o credor para levar meus dois filhos".[3] Ela invoca a justiça de Deus, pois tinha direitos. Ela disse: "Teu servo", em primeiro lugar. Para enfatizar o fato de que seu marido tinha se dedicado integralmente a obra de Deus. Antes de ser marido era servo de Deus. O que Deus fez a esta mulher? Fez justiça. Fez daquela viúva endividada uma empresária. Ela tinha créditos com Deus.
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